O mercado fitness brasileiro está mudando, e essa transformação vai muito além de novas modalidades, equipamentos ou tecnologias. A forma como as pessoas enxergam a atividade física está evoluindo, assim como a maneira de administrar academias, studios e outros negócios do setor. Nesse cenário, temas como retenção, saúde, experiência do aluno, gestão de pessoas e uso de dados passam a ocupar um espaço cada vez mais importante nas decisões dos gestores.
Esse é um dos principais cenários apresentados pelo Panorama Setorial Fitness Brasil 2026, 5ª edição. O estudo reúne diferentes olhares sobre o setor, incluindo centros de atividades físicas, Personal Trainers, praticantes, não praticantes e especialistas do mercado, com o objetivo de compreender as mudanças que estão acontecendo hoje e os movimentos que podem influenciar os próximos anos.
Quando essas diferentes perspectivas são colocadas lado a lado, algumas mensagens aparecem com bastante força. Por isso, reunimos neste conteúdo os principais pontos do estudo para responder a uma pergunta: afinal, o que o Panorama Fitness 2026 revela sobre o futuro do mercado fitness?
Antes de começar: como os dados do Panorama Fitness 2026 foram construídos?
Antes de entrar nos resultados, vale entender de onde vêm as informações. O Panorama Fitness 2026 combina diferentes fontes, como registros públicos e profissionais, informações empresariais, dados agregados de empresas parceiras, Focus Groups com empresários, gestores e especialistas e questionários aplicados a gestores de centros de atividades físicas, Personal Trainers, praticantes e não praticantes.
Isso significa que nem todos os números apresentados representam o mercado fitness brasileiro inteiro. O próprio Panorama explica que os resultados devem ser entendidos como evidências complementares sobre o setor, e não como uma única medição exaustiva de todo o mercado. Por isso, ao longo deste artigo, indicamos quando um número representa uma amostra específica ou a percepção de determinado grupo.
1. Retenção passa a ser uma das prioridades para o crescimento
Captar novos alunos continua sendo importante, mas uma das mensagens mais fortes do Panorama é que crescer não depende apenas de colocar mais pessoas para dentro da academia. Também depende da capacidade de fazer com que elas permaneçam.
Nos Focus Groups realizados pela Fitness Brasil, a retenção aparece como o principal desafio competitivo dos próximos anos. Na visão dos especialistas participantes, o crescimento futuro tende a depender menos de simplesmente ampliar estrutura e mais da capacidade de construir relacionamentos duradouros com os alunos. O estudo chama atenção justamente para uma situação comum no setor: academias investem bastante em captação, promoções e comunicação para conquistar novos clientes, mas nem sempre dedicam o mesmo esforço para mantê-los. Quando isso acontece, parte da energia comercial acaba sendo usada apenas para substituir quem está saindo.
Mais recorrência aparece associada a melhores resultados
O Panorama também traz uma análise específica para entender como a recorrência se relaciona com indicadores de retenção e geração de valor. Nesse recorte, foram analisados dados agregados de academias e studios de diferentes portes e regiões do Brasil, inaugurados até 2023, considerando o período entre janeiro de 2024 e junho de 2026. Para facilitar a comparação, as operações foram divididas de acordo com o percentual de alunos em planos recorrentes, ou seja, planos com renovação e cobrança automáticas no cartão de crédito. O próprio estudo faz um alerta importante: os resultados mostram associações entre os indicadores e não devem ser entendidos como uma relação direta de causa e efeito.
Entre as operações com mais de 76% dos alunos em planos recorrentes, o Panorama encontrou churn de 9,68%, tempo médio de permanência de 10,36 meses, média de 1.026 alunos ativos, ticket médio de R$ 132,69, LTV de R$ 1.521,25 e receita média mensal de R$ 26.194,21. Já entre as operações com menor recorrência, de 0% a 25%, o churn foi de 12,72%, o tempo médio de permanência de 7,93 meses, a média de alunos ativos de 401, o ticket médio de R$ 140,11, o LTV de R$ 1.093,74 e a receita média mensal de R$ 10.613,14.
E aqui aparece um dado especialmente interessante. As operações com menor recorrência tinham ticket médio mais alto, mas o valor gerado pelo aluno durante seu relacionamento com o negócio, o chamado LTV, era menor. Já aquelas com recorrência superior a 76% tinham ticket médio menor, mas apresentaram o maior LTV entre os grupos analisados. A leitura do próprio Panorama é direta: o aluno mais valioso não é necessariamente o que paga mais caro, mas aquele que permanece por mais tempo.
Na síntese dessa análise, o estudo identifica um padrão: operações com maior percentual de alunos recorrentes tendem a apresentar menor churn, maior tempo de permanência e maior valor gerado por cliente.
A retenção precisa começar antes do cancelamento
Outro ponto importante é que retenção não deve acontecer apenas quando o aluno já pediu para cancelar. Segundo os especialistas ouvidos no Panorama, uma sequência de faltas pode ser um sinal de que ele está começando a se afastar. Acompanhar a frequência ajuda a identificar esse movimento antes que a decisão de sair seja definitiva.
O estudo também chama atenção para um segundo momento de risco. Muitas academias concentram bastante cuidado nos primeiros meses da jornada, mas depois do sexto mês pode surgir uma nova onda de desengajamento, mais silenciosa e com menos atenção da gestão. Por isso, o senso de progresso e pertencimento precisa continuar sendo trabalhado ao longo de toda a relação com o aluno, e não apenas nos primeiros dias após a matrícula.
Na prática, a discussão deixa de ser apenas “o que podemos fazer quando o aluno quer cancelar?” e passa a incluir “como podemos perceber antes que esse aluno está se afastando?”. É essa mudança que faz a retenção deixar de ser apenas uma reação e passar a fazer parte da estratégia do negócio.
2. Saúde ganha cada vez mais espaço no mercado fitness
Durante muito tempo, boa parte da comunicação do mercado fitness esteve ligada à estética. O Panorama 2026, porém, mostra uma ampliação dessa conversa. Saúde, bem-estar, prevenção e longevidade aparecem em diferentes partes do estudo e sob diferentes perspectivas, tanto na visão dos gestores quanto na dos Personal Trainers, praticantes e especialistas.
Entre os gestores de centros de atividades físicas que participaram da pesquisa, algumas das oportunidades com maior concordância estão relacionadas a estilo de vida saudável, saúde mental e bem-estar, saúde preventiva, acompanhamento individualizado, parceria com profissionais e instituições de saúde e envelhecimento saudável.
A mesma mudança aparece entre os Personal Trainers. Entre os profissionais respondentes, 68% acreditam que a motivação por saúde é mais forte do que a busca por estética entre seus alunos. Outros 22% consideram as duas motivações equilibradas e 10% percebem maior influência da estética. Entre os praticantes pesquisados, as razões com maior concordância para fazer atividade física também passam por benefícios ligados à saúde mental, sono, disposição, prevenção de problemas de saúde, manutenção da saúde e envelhecimento com mais autonomia e qualidade de vida.
O discurso também começa a mudar
No capítulo sobre o futuro do mercado fitness, o Panorama resume esse movimento como uma passagem da estética para a saúde e a autonomia. A atividade física deixa de estar relacionada somente à busca por um resultado estético de curto prazo e passa a ser associada também a viver melhor, prevenir problemas e envelhecer com mais autonomia.
Isso pode influenciar inclusive a maneira de comunicar uma academia ou studio. Em vez de falar apenas sobre corpo e resultado estético, o estudo aponta espaço para uma conversa mais concreta sobre saúde, trazendo benefícios como disposição, sono, prevenção e autonomia. Essa direção já aparece nos planos dos próprios gestores: entre os respondentes, fortalecer o posicionamento em saúde e bem-estar e capacitar os profissionais aparecem com 21% cada entre os planos para os próximos três anos. Investir em estrutura aparece com 19%, enquanto criar programas de retenção e reativação e ampliar serviços para públicos 40+, 50+ e idosos aparecem com 14% cada.
3. Quem parou de treinar também representa uma oportunidade
Quando pensamos em crescimento, é comum olhar apenas para quem ainda não pratica atividade física. Mas o Panorama mostra outro público importante: quem já treinou e parou.
Entre os não praticantes que participaram da pesquisa, apenas 7% afirmam nunca ter praticado atividade física. A principal razão para a interrupção foi a mudança de rotina, apontada por 38%, seguida pela falta de tempo, com 19%. Além disso, 34% estão sem praticar atividade física regularmente há mais de dois anos. Ou seja, boa parte desse público não precisa ser convencida pela primeira vez sobre o que é atividade física. O desafio pode estar em ajudá-lo a encontrar um caminho para voltar.
Existe intenção de retorno
E essa intenção aparece nos dados. Entre os não praticantes respondentes, 51% dizem que pretendem começar ou retomar a prática nos próximos 30 dias. Os formatos considerados mais atrativos são programas de curta duração para criação de rotina, com 19%, academias tradicionais, com 17%, e atividades ao ar livre, com 16%.
Ao mesmo tempo, algumas barreiras continuam no caminho. Entre esse público, a falta de motivação aparece com 19%, a falta de tempo com 17% e as dificuldades financeiras com 10%. O próprio Panorama destaca que os principais obstáculos estão ligados principalmente a comportamento, rotina e questões financeiras, mais do que à falta de modalidades ou de estrutura.
Quando a pergunta muda para “o que faria você voltar?”, aparecem outros sinais interessantes. A recomendação médica é o principal incentivo, com 20%, seguida por planos com valores mais baixos, com 17%, e pela percepção dos benefícios da atividade física para saúde mental, sono, disposição e prevenção de doenças, com 13%. Acompanhamento profissional nas primeiras semanas, programas de retorno gradual e uma avaliação inicial com orientação segura também aparecem entre os incentivos avaliados.
Reativação pode deixar de ser algo informal
Os gestores também já percebem esse movimento. Metade dos centros respondentes observou crescimento no retorno de ex-praticantes nos últimos 12 meses, enquanto 32% perceberam estabilidade. Entre os alunos novos que estavam voltando à atividade física depois de um período prolongado, a faixa de participação mais comum foi de 11% a 25%. Por outro lado, 15% dos centros disseram que ainda não conseguem medir essa participação.
Isso abre espaço para transformar reativação em uma frente mais estruturada de gestão: acompanhar quem é um aluno totalmente novo e quem está retornando, entender o que trouxe essa pessoa de volta e observar como ela se comporta ao longo da jornada. Essa é uma das possibilidades levantadas pelo próprio Panorama.
Outro dado reforça a conexão com saúde: cerca de 70% dos centros respondentes recebem alunos por indicação médica com frequência ou muita frequência. Mesmo assim, o relatório aponta que parcerias formais com profissionais de saúde ainda aparecem pouco nas estratégias de reativação.
4. Pessoas podem ser um diferencial tão importante quanto equipamentos
Equipamentos e estrutura continuam importantes para qualquer operação fitness. Mas existe uma diferença: eles também podem ser comprados pelo concorrente. Pessoas, cultura e atendimento são muito mais difíceis de reproduzir.
Essa é uma das reflexões apresentadas pelos especialistas nos Focus Groups. Segundo a discussão, liderança e equipe de atendimento são fatores importantes para o resultado, mas nem sempre recebem o mesmo investimento dedicado a máquinas e obras. O Panorama destaca justamente o atendimento humano como um elemento que o concorrente tem mais dificuldade de copiar.
O estudo também alerta para o risco de reduzir demais a equipe apenas para proteger o resultado de curto prazo. Na visão dos especialistas, isso pode enfraquecer o vínculo humano que sustenta a experiência. Conforme equipamentos e estrutura ficam mais replicáveis, equipe e liderança ganham peso como fatores competitivos.
E encontrar boas pessoas já é um desafio
Essa preocupação também aparece entre os gestores pesquisados. Somando os níveis de concordância, 93% enxergam recrutamento e seleção como um desafio, 90% apontam a dificuldade de transformar o interesse por saúde em uma matrícula efetiva e 89% destacam a tributação elevada. Capacitação dos profissionais e das equipes de vendas e atendimento também aparecem entre os temas que ganharam relevância nesta edição.
A discussão, portanto, não é apenas contratar mais pessoas. É conseguir contratar, capacitar, liderar e desenvolver o time para que a experiência entregue ao aluno acompanhe o crescimento da operação.
5. Só ter uma boa estrutura pode não ser suficiente para se diferenciar
Outro alerta importante do Panorama está relacionado à semelhança entre as operações. Na percepção dos especialistas dos Focus Groups, muitas academias oferecem equipamentos, ambientes e serviços cada vez mais parecidos. Quando o cliente não consegue perceber claramente a diferença entre uma academia e outra, o preço tende a ganhar mais peso na escolha.
Por isso, o estudo aponta que o valor pode migrar para elementos mais difíceis de copiar: serviço, comunidade e marca. Serviço depende das pessoas; comunidade está ligada ao sentimento de pertencimento; e marca representa uma proposta de valor clara acompanhada de uma experiência coerente.
Marca não é só logotipo
Nesse contexto, o Panorama trata marca como algo muito maior do que identidade visual. É a proposta de valor e a experiência associada ao negócio. E existe um ponto importante nessa discussão: tentar falar com todo mundo pode acabar tornando a mensagem genérica demais.
Um posicionamento mais claro ajuda o público a entender qual é a proposta daquela academia e por que ela é diferente. Na visão dos especialistas, isso também pode contribuir para atrair pessoas que tenham maior aderência à proposta e tendam a permanecer por mais tempo.
Conhecer a base real pode ser melhor do que imaginar o cliente ideal
O Panorama também traz uma reflexão interessante sobre público. Em vez de depender apenas de uma persona criada a partir de hipóteses, os especialistas propõem olhar para grupos reais de clientes, construídos a partir de comportamento, características e capacidade financeira. Esses grupos, ou clusters, podem ajudar a identificar perfis com diferentes padrões de permanência e orientar produto, comunicação e experiência.
Para o gestor, isso muda a lógica. Em vez de pensar somente em “quem eu gostaria que fosse meu cliente?”, a operação também passa a perguntar “quem já está na minha base, como essas pessoas se comportam e quais grupos permanecem mais?”.
6. Comunidade e pertencimento também podem ajudar na retenção
Outra discussão ligada à experiência é o sentimento de pertencimento. Nos Focus Groups, a base de alunos é descrita como um conjunto de diferentes “tribos”, que podem se formar por modalidade, horário, idade ou estilo de vida. Apesar dessas diferenças, existe algo que conecta esses grupos: a sensação de pertencer àquele espaço.
Segundo o Panorama, a comunidade pode se tornar um diferencial competitivo difícil de copiar. Enquanto equipamentos podem ser comprados e estruturas podem se tornar semelhantes, as relações construídas entre pessoas são muito mais particulares de cada negócio. Na visão apresentada no estudo, o papel da gestão não é necessariamente controlar esses grupos, mas dar estrutura e criar condições para que eles se desenvolvam.
Para o gestor, isso traz uma reflexão importante: a experiência de uma academia não é formada apenas pelo treino que acontece ali, mas também pelas relações que se constroem ao redor dele.
7. Ter dados já não basta. É preciso saber o que fazer com eles
Academias já geram uma grande quantidade de dados. Sistemas de gestão, aplicativos e controles de acesso conseguem registrar frequência, comportamento e diferentes informações da operação. Mas, segundo os especialistas ouvidos nos Focus Groups, existe um problema: nem sempre esses dados se transformam em decisões.
O Panorama apresenta uma sequência simples: dado → informação → conhecimento → ação. E aponta que o gargalo está justamente no último passo, ou seja, transformar aquilo que foi coletado e interpretado em alguma ação prática dentro do negócio.
Os dados podem ajudar a entender a evasão
Essa discussão aparece diretamente ligada à retenção. O Panorama alerta que aquilo que o aluno declara no cancelamento nem sempre conta toda a história. Uma pessoa pode dizer que mudou de endereço ou de rotina, por exemplo, mas observar dados de frequência, engajamento e uso dos serviços ao longo do tempo pode trazer outras pistas sobre o que aconteceu antes da saída.
Isso muda também a maneira de usar os indicadores. Em vez de olhar para os dados apenas para saber quantos alunos cancelaram, a academia pode começar a tentar entender o que estava acontecendo com eles antes do cancelamento e usar essas informações para agir de forma mais antecipada.
8. Inteligência Artificial cresce, mas não resolve tudo sozinha
A Inteligência Artificial também ganhou espaço no mercado fitness. Entre os gestores participantes da pesquisa, 59% afirmam utilizar soluções baseadas em IA, enquanto 38% dizem não utilizar e 3% não conhecem aplicações da tecnologia. Entre os usos citados estão atendimento automatizado por chatbots, análise de dados para retenção, recomendação personalizada de treinos, gestão inteligente de agendamentos e monitoramento de saúde e performance.
Entre os Personal Trainers respondentes, a IA aparece em atividades como produção de conteúdo, marketing, estudos, interpretação de dados e avaliações físicas, organização, análise da evolução dos alunos, atendimento e prescrição de treinos, entre outras.
Mas talvez a mensagem mais importante esteja no capítulo sobre o futuro. Na visão dos especialistas, a principal barreira não é a tecnologia, mas a cultura e o preparo das pessoas que vão utilizá-la. Por isso, o Panorama coloca cultura de dados e capacitação antes de automação e Inteligência Artificial. A tecnologia pode apoiar o negócio, mas precisa encontrar pessoas capazes de interpretar informações e transformá-las em decisões.
Ou seja, IA não substitui uma boa gestão. Ela pode potencializá-la.
9. Agregadores já fazem parte do mercado e exigem uma estratégia
Os agregadores também ocupam um espaço relevante no setor. Entre os centros de atividades físicas participantes da pesquisa, 77% afirmam trabalhar em parceria com alguma plataforma desse tipo, enquanto 21% não possuem parceria e 2% dizem não conhecer esse modelo. O Panorama também destaca que, apesar da alta adoção, esses canais não aparecem como principal fonte de receita para a maior parte dos centros analisados.
Do lado dos praticantes, 29% dos respondentes utilizam agregadores. Na edição anterior, eram 24%. Já a parcela que não utiliza caiu de 70% para 66%, enquanto 5% dizem não conhecer esse tipo de aplicativo.
Mas o debate apresentado pelo Panorama não é simplesmente usar ou não usar agregadores. É como utilizá-los. Nos Focus Groups, os especialistas apontam que depender demais desse canal pode reduzir o controle da academia sobre preço, relacionamento com a base e estratégia. Por isso, a orientação apresentada é enxergar o agregador como um canal complementar, buscando transformar quem chega por ele em um visitante mais frequente e engajado com a própria operação.
Afinal, o que o Panorama Fitness 2026 mostra sobre o futuro do setor?
Depois de quase 200 páginas de dados, análises e discussões, o Panorama não aponta uma única tecnologia, modalidade ou tendência capaz de definir sozinha o futuro do fitness. O que aparece é uma mudança mais ampla na forma de enxergar o negócio.
No encerramento do capítulo dedicado ao futuro, o próprio estudo resume cinco movimentos principais: retenção como uma disciplina estratégica ao longo de toda a jornada; pessoas e liderança como diferenciais difíceis de copiar; comunidade e grupos reais de clientes ganhando espaço; marca e experiência se tornando elementos importantes de diferenciação; e saúde, longevidade e dados como vetores para o próximo ciclo de crescimento.
Em outras palavras, captar novos alunos continua sendo essencial, mas o Panorama mostra que o próximo desafio do mercado fitness está também em fazer melhor aquilo que acontece depois da matrícula. Conhecer o aluno, acompanhar seu comportamento, entregar uma boa experiência, desenvolver pessoas, construir relacionamento, usar dados para tomar decisões e criar motivos para que aquele aluno continue enxergando valor em permanecer.
É por isso que a frase que encerra o estudo resume tão bem a discussão: “O futuro é de quem retém, e não só de quem capta.”
Fonte
Este conteúdo foi elaborado a partir do Panorama Setorial Fitness Brasil 2026 — 5ª edição. O estudo reúne diferentes fontes de informação, incluindo registros públicos e profissionais, informações empresariais, questionários com públicos do ecossistema fitness, Focus Groups com especialistas e dados agregados de empresas parceiras.






